sábado, 25 de outubro de 2014

APÁTRIDA


Por, Saulo H. S. Silva

(Trabalho de autor desconhecido)

Há tempos perdi a noção das fronteiras,
Das convenções e sotaques que separam
Os homens de si mesmos por bandeiras
Onde as cores do sectarismo flamulam.

Assumi como minhas todas as línguas,
Cuja naturalidade o mundo povoam,
Mas não dividem os homens em pátrias
Beligerantes que se odeiam e digladiam.

Porque é a Terra a minha nação amada,
E o nacionalismo enfadonho eu desprezo
Como uma opinião chula e interessada.

Assim, sou como um verdadeiro apátrida,    
E o olhar internacionalista que tanto prezo
Deve desdenhar costumes, cores e língua!  

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