domingo, 2 de junho de 2013

O SUPOSTO


Por, Saulo Henrique Souza Silva

(Escultura de Antônio da Cruz)

             Diante das indefinições da tradução do que nos circunda
As possibilidades renitentes estão sempre a nos trair;
O que nos resta é vislumbrar as voltas que o mundo dá,
Pois a certeza que temos é a consciência de toda incerteza!

E nesse tempo de crise existencial que tanto se aprofunda
Os dilemas nada mais são que reflexos da história a ruir
O que nos sobra, “bípedes implumes”, é divisar a saída,
Pois só o homem pode saber a causa de tamanha avareza!

E as desilusões emergem como câncer na nossa consciência,
Brotam desta sede ardente e tirânica de irrestrita liberdade
Como se soubéssemos efetivamente o que é estar liberto!

Assim as quimeras nos põem em estado de tenaz indigência,
Desejamos e vivemos de menos a tão querida subjetividade
Pois, o desejo do homem moderno é tão somente o suposto! 


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