domingo, 31 de março de 2013

O FIM DO CREPÚSCULO



Por, Saulo Henrique Souza Silva





A nebulosidade da noite às vezes é muito longa
Obscurece com seu crepúsculo todo o horizonte
E nos deixa demasiadamente cegos, obnubilados,
Tateando trilhas em meio às sombras da incerteza.
Assim a escuridão impiedosa subtrai toda a luz,
Encerra o saber dentro de sua caverna caótica;
Ocultado o belo, nos impõe o reino do efêmero,
Circunstância que despreza quaisquer certezas!
Mas a própria efemeridade do mundo das sombras
Dá lugar ao porvir renitente, quase providencial,
E de repente a luz reaparece como uma fênix.
Só então é possível divisar as coisas com nitidez, 
Chegamos ao fim da cegueira, do delírio terrível;
Ao cabo, a realidade tornou-se bela e inteligível!  




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