quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

A ESPERA DO SOL

 Saulo H S Silva


Nascer do sol visto do mar
As luzes estão devidamente acessas,
Mas poucas são as certezas que tenho.
Por isso logo apago a luz do meu quarto
 E rapidamente tudo se torna penumbra.
Porém, o sono insiste em não vir...;
Tudo devido aos pesadelos renitentes
Cuja constância impede meu sono;
Então penso besteiras, me sinto infeliz!
Como te quero ao lado da minha janela
Tomando de assalto toda essa escuridão.
Mas a noite é longa, quer sempre permanecer,
Atrasar o seu oposto, que brilha como uma estrela.
Então, com tamanha ansiedade, o que me resta fazer?
Pois bem, busco certa distração ligando a tevê,
Passo por todos os canais, nada há o que ver!    
Em seguida abro a janela em busca do sol,
Astro do conhecimento, tu ainda clareias o Japão?
E então, para minha alegria, a luz no horizonte
Anuncia a tão esperada chegada do sol,
Tal visão ascende minh’alma, ilumina meu dia;
 Agora sorrio e canto em elogio à vida!

2 comentários:

poemas pensamentos & etc. disse...

A insonia que nos castiga numa noite que passamos em claro na escuridão de um quarto em meio a mil coisas que pensamos rogando por sono que não chega, assim, tanto nos martirizando. É a mesma que nos premia, ensinando- nos a conviver com mais uma das façanhas da vida: Está que nos mostra com clareza e sem sombras o que a luz do dia esconde. O sentimento de descobrir e sentir com lucidez, o tamanho de nosso medo. "jonaspaladino"

Saulo Henrique Souza Silva disse...

Jonas, meu caro amigo, efetivamente você decifrou a poesia. Tanto do ponto de vista da espera, quanto do temos da escuridião.