quinta-feira, 15 de março de 2012

VIANDANTE (OU CAJU ANDANTE)


 Saulo H. S. Silva



[Aracaju, visão da Av. Ivo do Prado (Rua da Frente) ao lado do Rio Sergipe.]




Como não andar?
Caminhar, caminhar, caminhando...
Sempre estou indo a algum lugar!
Passo por ruas de cheiro conhecido,
Por casas que sei de cor a cor,
Atravesso a ponte e no meio abro os braços,
Olho para os lados, a morada dos aracaju’s.
Viandante, sigo caminho rente à orla do rio
Onde vejo bocas, rostos, pessoas,  aracaju’s,
Muitos outrora vistos, agora eu os vejo de novo.
Nesse ir e vir: pessoas, rios e pontes ao largo!
Cansado, sento-me às margens do rio Sergipe
E perco meu olhar fitando as jovens de pele morena,
Tão formosas e morenas quanto a própria cidade,
A desfilar a exuberância de seus corpos bronzeados.  
Voltando a caminhar alcanço a ponte mais famosa 
A qual não é ponte, mas um imperial atracadouro!
Do outro lado, a praça e suas construções históricas,

O movimento da urbe... Eis o coração da cidade.



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