segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A MÁSCARA QUE ESCONDE A ALMA

 


Por Saulo H. S. Silva

Esconde-se sempre atrás de máscaras!
Mas, quando elas caem se desnuda a alma
Tal e qual:
Temperante ou perturbada,
Feia ou bela,
Indecisa ou decidida.
Porém, no flash apenas vemos um lado,
Nunca o todo.
A alma nunca se mostra por completo!
Quando por algum descuido a miramos
Só vemos um lado,
Logo a máscara volta ao seu lugar,
E então vemos o que não é
Parecer ser o que é!
Mas o que esconde a máscara?
Tal é o ofício árduo do poeta
Revelar a face da alma
Escondida por máscaras,
Mas perceptível na realidade,
Nos rastros deixados por gestos,
Por sinais, por ações...
É assim que compreenderemos o Homem:
Desvelando o que ele sempre esconde,
Revelando sua essência, suas paixões.
Desnudando a alma o poeta enxerga o real,
A verdadeira face humana,
Sem sombra nem maquilagem. 
Enfim será possível dizer:
 Ecce homo!”



                                           

7 comentários:

Anônimo disse...

interessante....gostei!!!natalia amado

Saulo Henrique Souza Silva disse...

Pois é Natália, essa poesia serve para todos os falsos do mundo, o que é muita coisa!

hallanaps disse...

Professor, você escreve muito bem, to adorando o blog, gostei muito desse poema, é lindo. Parabéns!

Saulo Henrique Souza Silva disse...

Obrigado Hallanaps, apesar de não saber quem seja especificamente você, gostei muito de seu comentário e continue sempre acessando o blog!

poemas pensamentos & etc. disse...

Quando escrevo falo muito de esperança e desesperança.O que mais me causa esperança é encontrar jovens como você,"meninos"que usam a mente pra como poucos pensar em prol do universo.

poemas pensamentos & etc. disse...

Quando escrevo falo muito de esperança e desesperança.O que mais me causa esperança é encontrar jovens como você,"meninos"que usam a mente pra como poucos pensar em prol do universo.

o fígado de prometeu disse...

fico sempre pensando, quado o tema é "máscara", o que ela é, de fato... às vezes, tão real que suplanta o suporte (eu) e o suporte, por sua vez, parece tão mascarado, às vezes, que se torna mais imóvel que a própria máscara. há um frisson, uma curiosidade, um medo, um querer-saber... enfim... pensei muitas coisas ao ler sua poesia, caro Saulo da Provincia. abraços