segunda-feira, 24 de outubro de 2011

RELIGIÃO E ESTADO EM ROUSSEAU E LOCKE




No artigo publicado nos Cadernos UFS de Filosofia, Saulo Henrique Souza Silva analisa a relação entre Religião e Estado em Locke e Rousseau. Ambos os filósofos são contratualistas, defensores do papel moral da religião para a sociedade civil, bem como da tolerância limitada. Entretanto, Locke, na Epistola de tolerantia (1689), defende a separação radical entre política e religião. Rousseau, por sua vez, no capítulo VIII — Da Religião Civil — que encerra o Contrato social (1762), lamenta a cisão entre a religião e o Estado, o cidadão e a pátria secular, ocasionada pelo advento do cristianismo. Enquanto Locke, no século XVII, advoga que a tolerância deva estar fundamentada na distinção total entre política e religião, Rousseau argumentará, no século XVIII, que uma divisão radical entre o corpo político e a religião de seus súditos ocasionaria uma cisão que comprometeria a integridade do Estado.

O artigo completo pode ser acessado no seguinte link:

http://www.posgrap.ufs.br/periodicos/cadernos_ufs_filosofia/revistas/ARQ_cadernos_4/saulohenrique.pdf

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