quarta-feira, 5 de outubro de 2011

NOSSA RES PÚBLICA


Por Saulo H. S. Silva



Vejam nossa triste República:
Apodrece como um corpo sem vida,
Desfigura-se como um rosto em chamas,
Cambaleia como um bêbado que não sabe onde pisa.
Em que transformaram a senhorita Coisa Pública?
Já não garante a liberdade,
Esta se tornou licenciosidade.
Rouba quanto podes carregar,
Quem há de te impedir?
Fazes o que queres, esta é a lei!
E assim o poder coletivo se degenera,
Paulatina e sorrateiramente.
Adoece infectado pela corrupção
Que destrói seu sistema funcional,
E assim uma a uma suas instituições vão ruindo,
Como a ação de um vírus em um corpo.
Defender-se fica cada vez mais difícil,
Afinal, o valor político se corrompeu!
Ah, triste República brasileira!
Em seu lema ordem e progresso,
Mas não existe ordem e sim licença,
E o progresso desistiu do Brasil
Progredimos ao avesso, à ruína.
Decrépita agoniza nossa República,
Infectada pela corrupção
Que penetrar sorrateiramente na vida civil.
Semelhante a um terrível vírus
A destruir os glóbulos brancos de um corpo,
Como um impetuoso exército inimigo
A atacar as guarnições adversárias,
A corrupção degenera imperiosa
As instituições civis mais necessárias!

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