segunda-feira, 19 de setembro de 2011

EMIL CIORAN




Da Romênia para o mundo,
Nas angústias foi a fundo,
Senhor Emil, aforismos na jugular,
Da lucidez ao mal-estar...


 Insistente na existência,
Taciturno com transparência,
Mil vertigens de sua pena,
É o chagrin que vem à cena...

Cáustico como um tumor,
Do viver ele fez dor,
Corrosivo como ferrugem,
A alegria ele pôs à margem...

Pessimismo, Realismo,
Niilismo, Inconformismo,
Palavras faltam para qualificar
O sóbrio sentimento de pesar...

Fizeste tu, Cioran, da escrita,
Elegia propriamente dita,
Tornando-as íntimas como irmãos siameses,
Que sempre partilharão seus reveses...

(Por, Marcelo Primo)

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