sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Soneto da saudade



É no momento mais duro e inquietante
Quando a alma não sossega um instante,
O coração torna o sangue incandescente
E a lágrima jorra quente e incessante.


É nesse momento que a poesia brota,
Ela é filha da dor que ao coração esfola,
Da saudade que sem dó à alma maltrata,
Do choro preso que quer sair da garganta.


E então a poesia floresce rapidamente
Ela é o lamento, o desabafo ululante...
O desejo por alguém que está distante!


Uma vida apenas é demasiada curta
Ao meu querer uma existência é incompleta,
E somente a eternidade é o que importa!

(Por, Saulo Henrique Souza Silva)

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