domingo, 10 de julho de 2011

QUE DOA, QUE ALEGRE!



Em minha voz a denúncia.
Em meus versos o protesto
O que vê os meus olhos,
Sem idealização e sentimentalismo.

Como quem pinta um quadro
E prende-se à realidade dos fatos,
Misturando verdade social e verdade artística,
Minha estética é a ciência do Belo e do Feio!

De que adianta a beleza bucólicas dos campos,
O subjetivismo romântico?
Se desprezo a realidade, o detalhe dos fatos
O que restaria a mim como poeta?

Servir-me à tarefa apática da arte pela arte?
E a arte o que seria?
Retrato subjetivo do belo, o desprezo da fealdade,
Estaria rendida, paralisada.

Mas minha poesia é dinâmica,
Como o homem em seu íntimo,
Tal qual o mundo que é visto e sentido.

Nu e cru
O retrato nevrálgico da realidade
Que doa, que alegre!

(Por, Saulo Henrique Souza Silva)

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